Não gosto de me confortar com a simples ideia de que acontecimentos aleatórios em nossas vidas, existem, pois devem existir. Compartilho o ideal de que tudo têm um propósito e cabe a cada um de nós encontrá-lo ou não.
Desconheço maior propósito de viver, do que não servir aos outros e para bem servirmos, precisamos ouvir, refletir e aprender. Somos seres que aprendemos a chorar antes de andar, podemos não ouvir ou escutar, mas todos nós sentiremos, pois, ninguém nasce sem tato. Sinta! Nada apenas passa.
Conheceremos milhares de pessoas ao longo do nosso caminho e, nos envolveremos em diferentes níveis. Quando nos aprofundamos em uma relação, não apenas no sentido físico, mas emocionalmente, o principal objetivo deste aprofundamento é agregar aprendizados e experiências. Costumo dizer que todas as pessoas nos ensinarão algo, seja o que fazer ou o que não fazer. Refletir e compreender o propósito de cada relação interpessoal nos ajuda a aceitar que provavelmente poucas delas serão eternas, pelo menos neste plano e ao agregar novos valores, nos permitimos avaliar onde e como empregá-los.
Há muitos anos, num seminário de liderança, um cidadão jamaicano do Banco Mundial chamado Fred contou uma história muito marcante.
Ele havia sido diagnosticado com uma doença terminal. Depois de consultar diversos médicos, sempre com o mesmo diagnóstico, passou pelo processo comum a todos os que já viveram tal situação. Por algumas semanas, entrou em negação. Mas, gradativamente, com a ajuda de amigos, ele foi se dando conta que tinha apenas mais alguns poucos meses de vida.
“Uma coisa maravilhosa aconteceu”, ele disse. “Eu simplesmente parei de fazer qualquer coisa que não fosse essencial, que não importasse. Comecei a trabalhar em projetos com crianças, algo que sempre queria fazer. Parei de discutir com minha mãe. Quando alguém me fechava no trânsito ou alguma coisa acontecia e que antes teria me deixado muito chateado, eu não deixava me afetar. Eu simplesmente não tinha o tempo para desperdiçar com qualquer uma daquelas coisas”.
Ao final daquele período, Fred iniciou um relacionamento especial. Sua nova namorada insistiu para que ele buscasse outras opiniões sobre sua doença e estado geral. Ele acabou se consultando com alguns médicos nos Estados Unidos e, logo depois, recebeu uma ligação importante: “Temos um diagnóstico diferente”. O médico lhe disse que ele tinha um tipo raro de doença, mas curável.
Então veio a parte da história que jamais vou esquecer. Fred disse “Quando escutei essas palavras do médico pelo telefone, chorei como um bebê… porque eu tinha medo que minha vida voltasse ao que era antes”…
“Presence” , de Otto Schramer, Peter Senge, Joseph Jaworski e Betty Sue Flowers
Faz tempo desde a última vez, mas ainda vejo o mesmo Sol a cada nova manhã.
Me senti completamente perdido,
mas a vida não parou
a cada meia noite começa um novo dia
tudo parece tão distante,
as situações são outras,
mas por fora nada mudou
Não quero continuar, não neste sentido
Sabe,
guardei todo o valor e ainda possuo sonhos
são o bastante para aliviar a dor
apenas sigo em frente.
No fundo não gostaria de escrever tais versos,
Mas no final, bom
no final tudo termina.
Sou apenas um poeta barato que escreve sobre lembranças
alimentadas por cigarros e whisky.
Continue escrevendo as páginas da sua vida, muitas vezes, tudo o que precisamos é um sorriso ou aquele brilho no olhar ao final de mais uma bela noite para determinar o início de um novo capitulo.
Uma vez alguém me pediu uma receita, naquele momento respondi que não existiam receitas para a vida ou o amor, bom, posso contribuir com um segredo: ”Faça com que signifique algo”.
As vezes, me pego pensando no passado e, quando redobro a consciência percebo que mesmo as lembranças recentes algumas vezes parecem distantes. Quando comecei esta garrafa de whisky acabara de retornar de uma viagem, muitas coisas pareciam certas e outras completamente incertas; ao último copo, percebo que algumas certezas já não me pertencem e apostei com relativo sucesso em algumas incertezas - mudanças por definição são modificações, alterações, transformações.